12 de mai. de 2012

Twitter: a mídia social que tem cada vez mais seguidores

Fenômeno no mundo inteiro, o micro blog já se tornou mania nacional e conquista novos usuários a todo momento

O passarinho símbolo do Twitter
Não dá para negar que o Twitter virou uma febre. Com mais de 33 milhões de usuários só no Brasil (segundo pesquisa da Semiocast), o micro blog faz sucesso com todos os públicos, que entraram na onda criando contas para divulgar seus pensamentos de maneira rápida e direta. As principais revistas e jornais impressos também já marcaram território conseguindo assim uma proximidade com seu leitor jamais atingida. O perfil da revista semanal “Veja” conta com mais de 1,7 milhão de seguidores, e o número não para de crescer. Um dos principais destaques do serviço, e talvez o que mais atraía público, é a convergência de mídias que ajuda na disseminação de conteúdos que antes os internautas tinham que buscar em sites especializados.

Para quem não conhece, o Twitter é um site em que se pode escrever pequenas mensagens de no máximo 140 caracteres (conta-se cada letra e espaço digitados). As pessoas que o usam escrevem diariamente desde fatos cotidianos até acontecimentos importantes. No mundo da comunicação, jornalistas postam a cada segundo novas matérias e informações sobre algo relevante naquele momento. Até mesmo os grandes portais de notícia, que já possuem um pequeno intervalo entre suas atualizações, aderiram ao micro blog para agilizar a transmissão de seus conteúdos. As timelines (linhas do tempo, em que são exibidas o que usuários escreveram) viraram verdadeiras “salas de discussão”, em que um tema de maior repercussão é questionado e abordado por diversos ângulos.

Criado em 2006 pelo desenvolvedor de software americano JackDorsey, o Twitter já é o terceiro site de mídias sociais em número de acessos do mundo (só perde para Windows Live e Facebook, o líder do ranking). O crescimento do site se deve principalmente por uma maior exposição nas mídias convencionais (rádio, TV e impresso), o que não ocorre com seus concorrentes. Alguns programas de televisão já usam o serviço como principal canal de interatividade com seus telespectadores.

A interatividade é mesmo o ponto forte do Twitter. O que antes era impossível, como se comunicar com uma celebridade, se tornou viável já que muitas delas começaram a utilizar o site e agora mantém proximidade de seus admiradores. Diariamente, famosos de toda parte do mundo publicam pequenas notas sobre sua vida para seus fãs. Um exemplo é o apresentador Luciano Huck, da TV Globo, que conta com mais de 5 milhões de seguidores, com quem compartilha momentos de sua vida antes inacessível.

O blogueiro Marcel Dias é um dos que entraram no Twitter “de corpo e alma”. Com mais de 180 mil tweets postados e a marca dos 30 mil seguidores ultrapassada, o responsável pelo blog “Byte que eu gosto” prefere repassar links interessantes encontrados pela internet. “Amigos me indicaram o serviço”, completa o também analista de sistemas. Victor Leal de Almeida, estudante de Análise de Sistemas, busca informação no Twitter. “É um resumo dos fatos que acontecem ao longo do dia”, disse sobre o site. A jornalista Sarah Vasconcellos vê o micro blog como uma ferramenta muito importante para o jornalismo. “Para a minha profissão, o Twitter surgiu como complemento em minha leitura diária por sites de notícias, além de contribuir e muito para estabelecer contatos com diferentes pessoas”, completa.

Para Alan Dubner, as mídias sociais estarão cada dia
mais presentes na vida das pessoas
De fato o serviço tem ajudado em muito nas relações interpessoais, mas ele não pode ser confundido com uma rede social. O consultor e especialista no conceito de mídias sociais Alan Dubner alerta para essa confusão. “Rede social é uma plataforma que permite que você consiga formar uma rede de pessoas” explica o proprietário da Cybermind, empresa responsável pelo site Itu.com.br, um audacioso projeto de web 2.0 desenvolvido em nossa cidade. Para Dubner, as mídias sociais vão além. “Toda e qualquer conversa entre grupos de amigos é mídia social, até bilhetinho mandado dentro de um grupo”, conclui.

Uma área que sempre explorou o Twitter foi a política. Em 2010, com as eleições em pleno vapor, os principais candidatos constantemente publicavam mensagens em seus perfis. A candidata Marina Silva foi uma a que mais explorou a internet, conseguindo maior destaque do que conseguiria com seu curto tempo na propaganda eleitora de TV. O tópico #Marina43 foi um dos assuntos mais comentados na internet durante quase toda campanha eleitoral. Mas o sucesso na rede não fez com que Marina ganhasse as eleições, mesmo tendo um expressivo número de votos para uma primeira candidatura.

Alan Dubner acredita que as campanhas erraram no tempo necessário para que conseguissem maior êxito. “Eles (os candidatos) acharam que mídia social seria fazer o próprio Twitter, blog, site, fazer vídeo. Mídia social não é nada disso, são pessoas que acreditam em uma determinada causa e juntas acreditam que esse candidato esteja levando as melhores ideias”. Ele acredita ainda que os “marqueteiros” poderiam ter feito um trabalho melhor na internet, assim como o exemplo dos Estados Unidos, que conseguiu mobilizar uma nação a votar em Barack Obama.

Quando o assunto é a transformação do mundo virtual em uma extensão do real, Dubner é enfático e diz não ter dúvida nisso. "A facilidade de troca de conhecimento através desses novos recursos será cada vez mais presente nas nossas vidas e só aumentará", disse. Ele cita vários exemplos como o de países isolados que conseguem manifestar suas ideias e mostrar que podem fazer parte da civilização utilizando a internet. Em 2011, o Twitter foi palco de uma grande revolução, a "Primavera Árabe", uma série de protestos físicos e virtuais que derrubaram vários regimes ditatoriais da região.

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